quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

China combate pornografia

Uma campanha de combate à pornografia lançada alguns meses atrás terminou por fechar também muitos sites com conteúdo politicamente delicado ou que simplesmente ofereciam conteúdo gerado pelos usuários, como parte do que muitos entendem como novo esforço do governo chinês para reafirmar o controle sobre as novas mídias e o potencial que oferecem aos cidadãos para que se organizem e troquem informações.

O site de um jornal chinês publicado em inglês, o Lianhe Zaobao, da Singapore Press Holding, foi bloqueado esta semana na China depois de publicar um artigo sobre o aperto do controle chinês sobre a Internet.

O governo vai apresentar um anteprojeto de regulamentação dos sites WAP, que oferecem serviço de Internet a celulares, antes de março do ano que vem, disse a Xinhua, mencionando um comunicado do gabinete central do governo para o combate a publicações ilegais e pornografia. O comunicado ainda não foi divulgado publicamente.

Durante a campanha, o governo tornará mais difícil registrar sites WAP e verificará as informações usadas para registro, segundo o comunicado.

O objetivo é "romper a cadeia de interesses por trás dos sites WAP pornográficos", entre os quais os serviços externos de pagamentos, e esclarecer as responsabilidades de sites, empresas de telecomunicações, provedores de acesso e provedores de conteúdo no combate à pornografia, dizia o texto, de acordo com a agência de notícias Xinhua.

Os sites WAP também estarão proibidos de montar um sistema de autorização de acesso que permita que escapem à regulamentação, segundo o comunicado.

Os protestos generalizados ocorridos no Irã alguns meses atrás alertaram a China quanto ao potencial de uso da mídia social por dissidentes e manifestantes que desejem difundir suas mensagens.

O YouTube, do Google, está bloqueado desde março, quando um filme de um exilado tibetano documentando os ferimentos e a morte de um manifestante no Tibete foi divulgado no site de vídeo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

goo.gl a URL curta do Google

O Google anunciou, hoje, que já possui seu próprio produto que encurta URLs, o goo.gl.

O serviço, porém, só está disponível para produtos da marca e “não para uso mais amplo do consumidor”, de acordo com a companhia. Isso significa que não é um recurso autônomo e não encurta diretamente.

Na apresentação do recurso, em seu blog oficial, o Google informou que sua ferramenta comprime um endereço em menos caracteres “para criar um link mais fácil de compartilhar, tuitar ou enviar por e-mail aos amigos”.

Por enquanto, o goo.gl só está disponível na barra de ferramentas do Google e FeedBurner.

“Se o serviço tiver utilidade comprovada, poderemos torná-lo disponível para um público maior no futuro”, escreveu o engenheiro de software Devin Mullins, em comunicado.

Com dezenas de concorrentes no setor, a empresa ressalta que seu encurtador de URL traz mais estabilidade, segurança e velocidade.

domingo, 4 de outubro de 2009

Google Wave

O Wave é considerado uma das mais promissoras inovações do Google, que tenta ampliar sua presença entre os clientes empresariais. Anunciado em maio, ele pretende combinar mensagens instantâneas, email, armazenagem de documentos e recursos de rede social em um pacote integrado.

Esse ainda não é um lançamento público, mas cada um dos 100 mil beta-testers receberá oito convites para chamar amigos para o serviço, uma vez que a base do Wave é a interação. A mesma estratégia foi usada no início com o Orkut, outro serviço que não faz sentido se você estiver lá sozinho.

Em dois posts no blog oficial do Google, a empresa também informou que estava estudando planos para uma "loja de extensões monetizáveis do Wave," que permitiria a criadores de software vender programas que amplifiquem a capacidade do serviço. O Wave foi desenvolvido por uma pequena equipe, liderada pelos irmãos Jens e Lars Rasmussen, na Austrália.

"Alguns de vocês queriam saber o que pretendíamos dizer com 'prévia'. Isso significa que o Google Wave ainda não está pronto para o horário nobre. Pelo menos por enquanto," escreveu Lars Rasmussen num post desta terça-feira. Ele revelou que o Wave experimenta ocasionais quedas, paralisações e lentidão.

No novo produto, uma "wave" (onda) inclui lado a lado partes de conversas e documentos, permitindo que as pessoas se comuniquem enquanto trocam arquivos como textos, fotos, vídeos, mapas, etc. Tudo no mesmo ambiente e em tempo real.

E como isso funciona? O primeiro passo é criar uma "Wave" e convidar pessoas para participarem dela. Todos que estão na mesma "onda" podem incluir textos, fotos, wikis, links, etc. Cada item da "onda" pode ser comentado ou editado e as modificações são vistas por todos em tempo real. Segundo o Google, a latência é medida em poucos milissegundos. E se você perde alguma parte da conversa, é possível reprisar todo o processo, para entender como ele evoluiu.

O Google Wave funciona em quase todos os browsers, mas não no Internet Explorer. Usuários do navegador da Microsoft precisarão buscar alternativas como o Firefox ou baixar o plug-in "Chrome Frame", que simula o ambiente do Google Chrome no IE. A Microsoft, no entanto, não recomenda a instalação do plug-in, alegando que ele compromete a segurança do browser.