sábado, 11 de abril de 2009

As falhas no Speedy

Os clientes do Speedy não pagarão pelo período desta semana que ficaram sem acesso ao serviço de banda larga. Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (10), a Telefônica informou estar em contato com a Anatel e entidades de defesa do consumidor “para que, nos termos da regulamentação vigente, não sejam cobrados os períodos de instabilidade do serviço”. A empresa ainda não divulgou se o desconto será automático ou como os clientes deverão proceder para obter o abatimento na conta.

O serviço de banda larga começou a apresentar problemas na segunda-feira (6), e nesta sexta diversos usuários ainda reclamam de dificuldades de acesso e lentidão.

No comunicado desta sexta, a empresa também divulgou que os ataques externos que comprometeram o acesso ao Speedy não são observados desde as 21h30 da noite de quarta-feira (8). A companhia havia divulgado na quinta ter sido vítima de ataques de hackers, que acarretaram dificuldades de navegação em páginas da internet aos seus clientes.

Ainda de acordo com a empresa, os ataques foram realizados em momentos específicos, e com duração definida: 06 de abril (por volta de 22h15, com duração aproximada de 30 minutos), 07 de abril (por volta de 11h15, com duração aproximada de 3 horas e 45 minutos; volta de 17h45, com duração aproximada de 3 horas e 45 minutos) e 08 de abril ( por volta de 01h40, com duração aproximada de 10 minutos; por volta de 21h00, com duração aproximada de 01 hora e 40 minutos). 

Reclamações

As reclamações feitas durante toda a semana continuam nesta sexta. Via computadores que não se conectam via Speedy (do trabalho, por exemplo) ou nos momentos em que o serviço apresenta conexão -- mesmo que instável --, os internautas aproveitam para relatar as dificuldades enfrentadas em navegar na internet.
Em e-mail ao G1, um leitor escreveu nesta tarde: “em pleno feriado o Speedy está com muita lentidão no serviço e tem vezes que não conecta. Isso não será solucionado logo?”, questiona. Outro canal comum para “desabafo” são as redes sociais.
Uma comunidade do Orkut que reúne clientes do Speedy tem diversas reclamações postadas nesta sexta. Os internautas reclamam de lentidão de acesso e de dificuldades para falar na central de atendimento da Telefônica. “Até o Google está lento para abrir. Vídeo, então, nem comento”, “páginas estão péssimas para abrir, downloads ruins também”, “péssimo”, “a net discada está mais rápida” e “acabei de ligar para a Telefônica e disseram que o problema de conexão aconteceu somente na quarta e na quinta-feira” são alguns relatos.
No site de microblog Twitter, o tom é o mesmo. Além de repassar links de notícias sobre as falhas de conexão, os internautas usam as mensagens de até 140 caracteres para reclamar.
“Quase no meio da tarde e o meu Speedy ainda não funciona direito”, “entre a primeira e a segunda twittada levei quase 1 ano”, “o Brasil tinha a quinta pior banda larga do mundo. Algo me diz que pulamos umas duas posições nesse ultrajante ranking”, “meu Speedy continua lerdo. Estou até me acostumando. Acho que vou estranhar se voltar a normal, se é que isso vai acontecer” e “estou contando histórias no twitter porque o Speedy continua ferrado. Não consigo fazer mais nada, nada, nada” e “aquele problema da telefônica/speedy continua? porque sério, tá difícil” são alguns dos relatos postados na tarde desta sexta.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Software livre ajuda governo a economizar R$ 370 milhões

Nos últimos 12 meses, o país economizou R$ 370 milhões com o uso de sistemas operacionais, navegadores da internet, correios eletrônicos e softwares livres com diversas finalidades. O cálculo é do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), vinculado ao Ministério da Fazenda.

O valor equivale ao dobro dos investimentos feitos no desenvolvimento dos programas da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física e de consulta ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), ou cerca de um quarto do orçamento anual do Serpro, considerado o maior serviço de processamento de dados da América Latina.

De acordo com o presidente do Serpro, Marcus Vinicius Ferreira Mazoni, os efeitos vão além dessa cifra e o valor economizado é ainda maior, se forem considerados o dinheiro que deixou de ser gasto com a manutenção de programas fornecidos, os totais poupados com o uso de programas feitos sob medida e a dispensa de aquisição de licenças para novas redes.

– A economia representa a viabilização de projetos que não seriam possíveis – diz Mazoni, citando a instalação e funcionamento de mais de 5 mil telecentros em todo o país.

Segundo ele, em cada unidade dessas seria necessário adquirir licenças particulares para cada editor de texto, por exemplo.

Na avaliação do presidente do Serpro, os valores economizados vão crescer nos próximos anos. Atualmente todos os órgãos do governo federal têm alguma experiência com software livre, mas apenas 40% tem todo o seu funcionamento até o usuário final baseado nesses programas.

– Isso é exponencial. Conforme vão sendo verificados os resultados positivos da tecnologia livre, o uso aumenta fortemente – afirma o presidente do Serpro. Segundo ele, a tecnologia, além de mais barata, é superior por sua adaptabilidade.

– Quem já viveu a experiencia de ter que trocar a máquina por conta da mudança de software? No mundo do software livre, podemos fazer essa opção. Podemos continuar melhorando, mas conhecendo o tamanho da máquina, fazendo com o novo programa fique do seu tamanho – garante.

Além da economia de gastos e da plasticidade dos softwares livres, Mazoni assinala que o país se beneficia com o uso de sistemas que sobre os quais tem total controle do desenvolvimento de códigos. De acordo com ele, o governo não depende de fornecedores privados (geralmente multinacionais) para suas múltiplas plataformas eletrônicas.

No próximo dia 15, o Serpro tornará acessível para órgãos públicos, empresas e usuários particulares uma nova plataforma de desenvolvimento de programas chamada Demoiselle (do francês senhorita), em homenagem a Santos Dumont, que, em 1907, deixou livre a patente do avião homônimo que projetou.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Last.fm adia cobrança de mensalidade de usuários

A Last.fm voltou atrás de sua decisão de cobrar mensalidade de todos os usuários de fora dos Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido. A rádio online - que funciona também como uma espécie de site de relacionamentos - adiou por tempo indeterminado a cobrança, anunciada na última semana.

Em comunicado no blog do serviço, a Last.fm admitiu que utilizar critérios geográficos para estabelecer a cobrança pode parecer injusto, mas lamentou que a empresa não possa estar em todos os países nos quais oferece seu serviço para vender publicidade.

A Last.fm deverá cobrar € 3 dos usuários de fora de EUA, Alemanha e Reino Unido. Nestes locais, o pagamento já é uma opção para os internautas que não quiserem ver publicidades.

Ainda conforme o comunicado do blog, a decisão de adiar a cobrança foi em função do grande número de comentários que a Last.fm recebeu após o anúncio. No texto, a rádio promete algumas novidades, como a criação de novas formas para pagamento do serviço.